O estudo, denominado Índice de Confiança dos Profissionais de RH nas Instituições de Ensino Superior, foi realizado pela LESHY, NHP Consultoria e BD Business Diversity e procurou avaliar a percepção dos recrutadores sobre as universidades e a sua ligação ao mercado de trabalho.
No resultado geral, a UEM ocupa a primeira posição, seguida pela Universidade Pedagógica de Maputo e pela Universidade Joaquim Chissano.
A pesquisa foi realizada entre Abril e Maio de 2026 e envolveu profissionais de Recursos Humanos e estudantes. Aos recrutadores foi colocada, entre outras, a questão sobre a instituição onde procurariam candidatos caso tivessem de escolher talentos apenas com base na universidade de origem.
Os autores do estudo alertam, contudo, que a instituição frequentada não determina, por si só, uma contratação. Competências técnicas e comportamentais, experiência profissional, referências, testes psicométricos e desempenho nas entrevistas continuam a ter peso nos processos de recrutamento.
A pesquisa analisou 27 instituições nacionais de ensino superior, incluindo universidades, institutos superiores, politécnicos e escolas superiores, além de referências a instituições estrangeiras.
Apesar da liderança geral da UEM, os resultados mostram diferenças significativas conforme as áreas de formação.
Na área de Educação e Formação de Professores, a Universidade Pedagógica de Maputo concentrou 71,2% das preferências dos profissionais de Recursos Humanos.
Já em Direito, Relações Internacionais e Governação, a Universidade Joaquim Chissano liderou com 48,1% das escolhas.
Nas áreas de Comunicação, Artes e Cultura, instituições especializadas, como o Instituto Superior de Artes e Comunicação e a Escola Superior de Jornalismo, registaram níveis de preferência superiores aos da UEM.
O estudo identificou igualmente sectores nos quais os empregadores enfrentam maiores dificuldades para encontrar profissionais qualificados. As diferentes especialidades de Engenharia aparecem entre as áreas mais mencionadas.
Tecnologias de informação, petróleo e gás, auditoria e compliance são também apontados como sectores que necessitam de maior reforço na formação de quadros.
Os promotores defendem que as instituições de ensino superior devem reforçar a componente prática dos cursos, acompanhar as mudanças no mercado de trabalho, investir na investigação e aumentar a ligação com as empresas e outras organizações que absorvem os graduados.
A primeira edição do estudo poderá servir de base para a criação de um Observatório de Integração dos Estudantes no Mercado de Trabalho, destinado à recolha periódica de dados sobre empregabilidade e inserção profissional dos jovens.