O instrumento foi apresentado durante o Workshop sobre o Uso de Inteligência Artificial, realizado nos dias 30 de Setembro e 1 de Outubro, no Anfiteatro da Faculdade de Ciências, no Campus Principal da UEM, em Maputo.
Sob o lema “Rumo a uma Agenda Institucional de IA para a UEM”, o encontro marcou o início da construção de uma abordagem institucional para acompanhar a crescente utilização de ferramentas de Inteligência Artificial no meio académico.
A nova Directriz pretende estabelecer princípios comuns para docentes, investigadores, estudantes e funcionários, procurando garantir que a utilização destas tecnologias seja feita com base em critérios de responsabilidade, ética, transparência e integridade académica.
Segundo o Director-adjunto do Centro de Informática da UEM, Jamo Macanze, a aprovação do documento representa apenas a primeira etapa de um processo mais amplo.
“A aprovação da Directriz dá uma base institucional a partir da qual devemos preparar instrumentos mais específicos, desenvolver capacidades, definir responsabilidades e acompanhar a adopção destas tecnologias”, afirmou.
A UEM pretende agora transformar as orientações gerais em mecanismos concretos capazes de orientar a aplicação da Inteligência Artificial nas diferentes áreas da universidade.
Entre as áreas identificadas estão o ensino, a investigação científica, a administração universitária e a prestação de serviços.
A instituição está igualmente a preparar um roteiro institucional que deverá estabelecer prioridades, acções, responsabilidades, prazos e indicadores para a implementação da Inteligência Artificial.
Durante o workshop foi apresentada uma versão preliminar do roteiro, que inclui também possibilidades de investigação, formação e cooperação.
O debate ocorre numa altura em que Moçambique procura igualmente estabelecer uma orientação nacional para o desenvolvimento e utilização da Inteligência Artificial.
O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, Lourino Chemane, revelou que foi concebida uma Estratégia Nacional de Inteligência Artificial.
A estratégia pretende contribuir para a criação de um ecossistema nacional de Inteligência Artificial robusto, ético e inovador, reforçando a capacidade do País para acompanhar a transformação digital e a economia global do conhecimento.
A UEM pretende alinhar a sua agenda institucional com esta estratégia nacional, reforçando simultaneamente a formação de recursos humanos, a investigação e a adopção responsável de novas tecnologias.
O workshop foi organizado pelo Centro de Informática da UEM, com apoio do Centro Regional de Excelência em Sistemas Agroalimentares e Nutrição, e reuniu dirigentes universitários, docentes, técnicos e participantes nacionais e internacionais.
Durante os dois dias de trabalhos foram discutidas oportunidades e riscos associados à Inteligência Artificial, bem como questões relacionadas com ética, governação, competências, investigação e cooperação.
Com a nova Directriz e a preparação do roteiro institucional, a UEM procura criar uma estrutura que permita aproveitar as oportunidades oferecidas pela Inteligência Artificial sem comprometer princípios de responsabilidade, transparência e integridade académica.