A proposta foi anunciada pelo presidente da FEMATRO, Paulo Muthisse, depois de uma reunião com transportadores em Maputo.
Segundo Muthisse, a organização considera que o actual modelo de compensações deixou de responder às preocupações dos operadores e pretende agora concentrar o diálogo com o Governo na revisão das tarifas.
“A proposta da confederação é de 20 meticais”, afirmou.
Caso seja aceite, o aumento poderá representar um agravamento significativo no custo das viagens, sobretudo na região metropolitana de Maputo, onde várias rotas cobram actualmente entre 15 e 25 meticais.
A FEMATRO sustenta que os operadores continuam pressionados pelo aumento dos custos de funcionamento, principalmente depois da subida dos preços dos combustíveis registada em Maio.
Na altura, o preço do gasóleo aumentou 45,5% e o da gasolina 12,1%, levando o Governo a criar um mecanismo de subsídios para evitar que o aumento fosse imediatamente transferido para os passageiros.
Entre Maio e Junho, o Governo pagou subsídios a 227 operadores de transporte público, num valor global de 128,87 milhões de meticais.
O apoio previa cerca de 35.470 meticais para operadores de transportes semi-colectivos e até 141 mil meticais para autocarros convencionais e articulados.
Apesar dos pagamentos, os transportadores dizem que persistem atrasos e dificuldades no acesso às compensações.
“Já vimos que a situação das compensações não vale a pena continuar a falar. Agora temos que mudar o diálogo, vamos dialogar com o Governo para o aumento da tarifa”, afirmou Paulo Muthisse.
A proposta de aumento de 20 meticais ainda terá de ser discutida com o Governo e não significa, nesta fase, que as novas tarifas já tenham sido aprovadas.