O problema começou na tarde de terça-feira e foi resolvido cerca de quatro horas depois. Apesar da reposição do sistema, os efeitos prolongaram-se pelo dia seguinte, provocando novos cancelamentos e atrasos que afectaram dezenas de milhares de passageiros.
Os aeroportos de Londres e Manchester estão entre os mais afectados. Em Heathrow, a falha começou por condicionar as partidas, mas a acumulação de aeronaves acabou também por obrigar ao desvio de alguns voos com destino à capital britânica para outros aeroportos europeus.
Só a British Airways cancelou mais de 190 voos na quarta-feira, devido às perturbações provocadas pela falha.
O impacto chegou também às ligações entre Portugal e o Reino Unido. Nove voos com destino a Londres foram cancelados nos aeroportos de Lisboa e Faro, enquanto no Porto não havia, à mesma altura, registo de cancelamentos para a capital britânica.
Perante a dimensão das perturbações, a ministra britânica dos Transportes, Heidi Alexander, convocou o director executivo da NATS, Martin Rolfe, para prestar esclarecimentos.
Companhias aéreas como a Ryanair e a Wizz Air estão a pressionar pela saída do responsável, enquanto a NATS abriu uma investigação para determinar as causas exactas da falha.
Martin Rolfe pediu desculpas pelo impacto causado aos passageiros e às companhias aéreas.
A NATS, detida em 49% pelo Estado britânico, presta serviços de controlo de tráfego aéreo a 15 aeroportos do Reino Unido, incluindo Heathrow, Gatwick, Stansted, Manchester, Birmingham, Edimburgo e Glasgow.
Este é o terceiro incidente de grandes dimensões a afectar o sistema britânico de controlo aéreo em pouco mais de três anos. A NATS esclareceu, contudo, que a falha desta semana ocorreu no sistema de processamento de voos e é diferente dos problemas registados em 2023 e 2025.