Produção Agrícola Dá Sinais de Recuperação após Cheias

A produção agrícola em Moçambique dá sinais de recuperação na campanha 2025-26, apesar das cheias e inundações que afectaram várias zonas de produção no País.
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A produção agrícola em Moçambique dá sinais de recuperação na campanha 2025-26, apesar das cheias e inundações que afectaram várias zonas de produção no País.
Dados preliminares da Direcção Nacional da Agricultura apontam para um crescimento de cerca de 2% na produção de cereais e leguminosas até ao fim da campanha, enquanto as hortícolas poderão registar um aumento próximo de 7%.
O balanço foi apresentado pelo director nacional da Agricultura, Jabula Zibia, que explicou que a produção realizada na segunda época permitiu recuperar parte das perdas registadas nos primeiros meses da campanha.
O arroz deverá, contudo, seguir uma trajectória diferente, com uma redução estimada de cerca de 5%. Segundo o responsável, a queda está relacionada principalmente com as cheias e inundações que afectaram áreas de produção nas províncias de Gaza e Sofala.
Apesar das perdas, as intervenções realizadas junto dos produtores permitiram recuperar parte da capacidade produtiva. Entre as medidas adoptadas estiveram a ressementeira, o recurso a áreas alternativas e o aproveitamento da segunda época agrícola.
No início da campanha, Moçambique previa produzir cerca de 3,4 milhões de toneladas de cereais, o que representaria um crescimento de 7% em relação à campanha anterior.
As projecções incluíam ainda cerca de 929 mil toneladas de leguminosas e mais de dez milhões de toneladas de raízes e tubérculos.
As condições meteorológicas, porém, obrigaram à revisão das expectativas em várias zonas. O início da época chuvosa ocorreu mais cedo do que a média em grande parte do território, mas registou atrasos em algumas regiões, incluindo partes de Sofala, Inhambane e Gaza.
Posteriormente, episódios de chuva intensa e inundações afectaram áreas agrícolas, provocando perdas e obrigando o Governo a adoptar medidas de recuperação.
Em Maio, o Executivo anunciou um plano avaliado em cerca de 120 milhões de dólares para responder aos efeitos das cheias no sector agrícola e apoiar a retoma da produção.
Apesar da recuperação preliminar, os resultados nacionais não significam que todas as famílias afectadas tenham conseguido repor as perdas provocadas pelas cheias.
Nas hortícolas, o crescimento previsto poderá beneficiar da existência de vários ciclos de produção ao longo do ano, dependendo do tipo de cultura e da disponibilidade de água.
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