A previsão abrange doenças consideradas sensíveis às mudanças climáticas e foi apresentada pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), durante o Fórum Nacional de Antevisão Climática, realizado em Maputo.
Segundo Américo José, Chefe da Repartição de Monitoria e Análise do Observatório Nacional de Saúde, a malária poderá representar a maior parte dos casos, com mais de 4,5 milhões de ocorrências previstas.
A síndrome febril poderá, por sua vez, atingir cerca de 1,3 milhões de casos, enquanto outras doenças deverão completar o total estimado para a próxima época chuvosa.
Perante o risco, o sector da saúde afirma estar a reforçar medidas de prevenção, incluindo campanhas de sensibilização para o uso de redes mosquiteiras.
O MISAU tem igualmente distribuído redes mosquiteiras durante as consultas pré-natais nas unidades sanitárias, abrangendo mulheres grávidas, crianças e outros grupos considerados vulneráveis.
Entre as medidas de prevenção estão também a lavagem frequente das mãos e a fervura da água para consumo, com o objectivo de reduzir casos de diarreia e cólera.
“Nós achamos que a implementação destas intervenções, incluindo a vacinação, por exemplo, contra a cólera, que já tem sido feita em algumas províncias, com a tendência de abranger todo o País, poderá reduzir o risco de infecções”, afirmou Américo José.
As previsões foram apresentadas no âmbito do Fórum Nacional de Antevisão Climática, que reuniu instituições do Estado e parceiros de cooperação para analisar os possíveis impactos da próxima época chuvosa.