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Inhambane: Mondlane Denuncia Morte de Testemunha Ligada Ao Seu Julgamento

Inhambane: Mondlane Denuncia Morte de Testemunha Ligada Ao Seu Julgamento
Por Francisco Novela 2 min

O presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, denunciou a morte de Ilídio Facitela Gustavo, mobilizador do partido no distrito de Morrumbene, província de Inhambane, afirmando que a vítima era uma das testemunhas indicadas para o seu julgamento no Tribunal Supremo.

Segundo Mondlane, Ilídio Gustavo terá sido raptado e posteriormente morto, embora não tenham sido divulgados mais detalhes sobre as circunstâncias do caso.

“Foi raptado e assassinado o mobilizador da ANAMOLA do distrito de Morrumbene, Ilídio Facitela Gustavo, curiosamente uma das minhas testemunhas para o julgamento marcado no Tribunal Supremo”, escreveu o político nas redes sociais.

Até ao momento, não foram apresentadas publicamente informações das autoridades sobre os responsáveis ou as motivações do alegado crime.

A denúncia surge num momento em que Mondlane tem vindo a acusar as autoridades de perseguição política contra membros e apoiantes da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA).

Em Maio, o político apresentou à Procuradoria-Geral da República um relatório no qual afirmava terem sido registados 436 casos de “violência extrema” contra membros do partido, incluindo 56 mortes.

O caso ocorre também numa altura em que o Tribunal Supremo analisa um pedido de adiamento do julgamento de Venâncio Mondlane, inicialmente marcado para 6 de Outubro.

O pedido foi apresentado pela defesa do político, que alegou incompatibilidade de agendas. O Ministério Público já se pronunciou e cabe agora ao Tribunal Supremo definir uma nova data.

Mondlane responde num processo relacionado com as manifestações que se seguiram às eleições gerais de 2024.

Entre os crimes que lhe são imputados estão apologia pública ao crime, incitamento à desobediência colectiva, instigação pública à prática de crime, instigação ao terrorismo e incitamento ao terrorismo.

A acusação do Ministério Público baseia-se, entre outros elementos, nos apelos feitos por Mondlane através das redes sociais durante o período de contestação pós-eleitoral.

Em Setembro de 2025, Mondlane tomou posse como membro do Conselho de Estado, na qualidade de segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais.

Posteriormente, o Conselho de Estado suspendeu a sua imunidade para permitir a continuidade do processo-crime.

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