ONU Aprova Novo Mapa do Mundo que Mostra África no Seu Tamanho Real

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que propõe a adopção de um novo mapa do mundo, destinado a representar de forma mais fiel o tamanho real dos países e continentes, com particular impacto na forma como África aparece nos mapas tradicionais.
Segundo noticiou a CNN, a resolução, denominada “Corrigir o Mapa”, foi apresentada pelos Estados-membros da União Africana e pelas Bahamas, tendo recebido 164 votos a favor, seis abstenções e apenas um voto contra, dos Estados Unidos.
A proposta defende a substituição da tradicional projecção de Mercator pela projecção Equal Earth, considerada mais adequada para representar as áreas relativas dos países e continentes.
A projecção de Mercator, criada no século 16, continua a ser amplamente utilizada em muitos mapas, mas distorce as dimensões dos territórios, sobretudo à medida que se afastam da linha do Equador.
Essa distorção faz com que algumas regiões apareçam muito maiores do que realmente são, enquanto outras, como África, América Latina e partes da Ásia, parecem proporcionalmente menores.
Um dos exemplos referidos pela CNN é o da Groenlândia, que em muitos mapas parece ter dimensão semelhante à de África. Na realidade, porém, o continente africano é cerca de 14 vezes maior do que a Groenlândia.

A resolução aprovada pela ONU considera que este tipo de representação contribui para diminuir a percepção da verdadeira dimensão de África e de outras regiões do chamado Sul Global.
Com a projecção Equal Earth, África passa a ser apresentada de forma mais próxima da sua dimensão geográfica real, enquanto regiões tradicionalmente ampliadas pela projecção de Mercator passam a ocupar proporções mais ajustadas.
A iniciativa resulta de uma campanha impulsionada pela União Africana. Em Março, a organização já havia adoptado a projecção Equal Earth e, posteriormente, o Togo, em nome da União Africana, pediu aos Estados-membros das Nações Unidas que apoiassem a mudança.
A França também anunciou que pretende abandonar a projecção de Mercator em favor de representações que mostrem com maior precisão as dimensões dos países.
A resolução apela ainda às plataformas tecnológicas para dialogarem com os Estados e organizações regionais sobre a adopção de sistemas de representação mais precisos. Actualmente, plataformas digitais como o Google Maps utilizam uma versão da projecção de Mercator.
A mudança não altera fronteiras nem o tamanho real dos países. O que muda é a forma como esses territórios são representados visualmente no mapa do mundo.








