O Conselho Municipal de Maputo ainda não confirmou se vai aceitar o pedido, numa altura em que o prazo contratual se aproxima do fim e persistem preocupações relacionadas com a qualidade de alguns trechos já intervencionados.
Durante uma visita às obras, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, afirmou que a prioridade da edilidade é garantir que os trabalhos sejam concluídos com a qualidade exigida, evitando comprometer-se, para já, com uma nova data.
“O importante não é trazermos novos prazos, é vermos a obra a ser concluída com qualidade, a qualidade que as pessoas merecem ter”, afirmou.
Manhique reconheceu que os trabalhos estiveram parados durante um período considerável, situação que poderá ter impacto no calendário inicialmente definido. Ainda assim, defendeu que o atraso não deve servir de justificação para prolongar indefinidamente a execução da empreitada.
Segundo o edil, é necessário acelerar o ritmo dos trabalhos para melhorar, o mais rapidamente possível, as condições de circulação na cidade e reduzir os transtornos enfrentados diariamente pelos munícipes.
A qualidade das intervenções é outra preocupação levantada pelo município. Alguns trechos já apresentam deficiências, e a edilidade garante que não fará a recepção definitiva da obra enquanto as falhas identificadas não forem corrigidas.
“Há pontos que apresentam alguma deficiência na sua qualidade, e ainda bem que o empreiteiro não se foi embora. Estamos a trabalhar com eles e é preciso corrigir, porque não vamos receber a obra nas condições em que ela se apresenta”, declarou Manhique.
O presidente do município admitiu igualmente que a próxima época chuvosa poderá revelar novos problemas em algumas zonas intervencionadas, mas lembrou que a empreitada ainda se encontra em execução.
Depois da visita, o Conselho Municipal deverá voltar a reunir-se com o empreiteiro para avaliar o andamento dos trabalhos e discutir a eventual revisão do prazo de conclusão.