Segundo o proprietário da barraca onde o jovem foi encontrado, a vítima começou a sentir-se mal, apresentando sinais de cansaço e embriaguez. O comerciante afirma que foi alertado pelo filho e, posteriormente, contactou o chefe do quarteirão e familiares do jovem.
Após a confirmação da morte, familiares levantaram suspeitas sobre uma mulher identificada como produtora de bebidas alcoólicas caseiras na zona e dirigiram-se à sua residência à procura de explicações.
A mulher negou qualquer envolvimento na morte, afirmando que não conhecia o jovem e que este não esteve na sua residência a consumir bebidas no dia em que morreu.
Um amigo da vítima também afirmou que o jovem não esteve na casa da mulher. Segundo o seu relato, ambos estiveram a consumir uma bebida tradicional noutro local e separaram-se antes das 14 horas.
Sem informações conclusivas sobre a causa da morte, familiares dirigiram-se à residência da mulher para exigir esclarecimentos. A situação acabou por gerar tensão e confrontos físicos entre os envolvidos.
A família alega ainda que esta poderá ser a quarta morte de um jovem ocorrida em circunstâncias consideradas estranhas naquela zona e pede às autoridades que esclareçam os casos.
Informações recolhidas indicam igualmente que o jovem terá sido agredido no sábado anterior à sua morte, numa barraca próxima da sua residência, depois de ter sido acusado de roubo. Não está, entretanto, estabelecida qualquer relação entre essa alegada agressão e a morte.
As autoridades estiveram no local após o sucedido e deverão determinar as circunstâncias e a causa da morte através da perícia.
A família aguarda pelos resultados das autoridades antes da realização do funeral, enquanto permanecem por esclarecer os acontecimentos que antecederam a morte do jovem.