O caso surgiu depois de um cidadão ter sido encontrado, no dia 10 de Setembro, na posse de medicamentos pertencentes ao Ministério da Saúde.
Segundo o administrador de Massingir, Sérgio Costa, durante a audição o cidadão indicou o responsável pelo depósito de medicamentos da unidade sanitária como sendo o seu fornecedor.
Na sequência da denúncia, foi aberto um processo criminal contra os dois envolvidos, enquanto a administração distrital determinou o afastamento do funcionário para permitir o normal decurso das investigações.
Sérgio Costa explicou que a medida pretende também criar condições para o apuramento administrativo da eventual responsabilidade do funcionário.
O caso surge numa altura em que a Direcção Provincial de Saúde de Gaza reforça a fiscalização nas unidades sanitárias.
A directora provincial de Saúde, Malassua Simango, revelou que estão em curso cinco processos disciplinares relacionados com situações de má gestão e cobranças ilícitas no sector.
Segundo a responsável, uma das principais dificuldades enfrentadas pelas autoridades é a falta de denúncias formais que permitam identificar e responsabilizar os envolvidos em práticas irregulares.
Além do caso de Massingir, as autoridades de Saúde continuam a acompanhar uma denúncia de administração de medicamentos fora do prazo de validade no Centro de Saúde de Ndindiza, no distrito de Chigubo.
O caso envolve um homem de 56 anos que alegou ter recebido, em Abril, um medicamento cujo prazo de validade tinha terminado em Dezembro de 2025.
Está prevista uma nova visita de monitoria à unidade sanitária antes da conclusão do processo.
Na mesma província, a morgue do Centro de Saúde de Chicumbane, no distrito de Limpopo, continua inoperacional há cerca de cinco anos, situação atribuída ao abandono das obras e à falta de instalação de uma câmara frigorífica.
A Direcção Provincial de Saúde afirma que estão a ser procuradas alternativas e parcerias para resolver o problema.