A presidente da instituição, Beatriz Freitas, explicou que o número de parceiros interessados no mecanismo tem vindo a crescer e que estão em curso negociações para garantir novos recursos destinados às garantias mútuas.
Segundo a responsável, a expectativa é que, dentro de cerca de um ano, o fundo possa contar com novo financiamento ou, em alternativa, com a criação de um novo instrumento para reforçar a capacidade de apoio às empresas.
O Fundo de Garantia Mútua está operacional desde o ano passado e é implementado através do Banco Comercial de Investimentos, Standard Bank e Absa Bank.
O mecanismo conta actualmente com uma dotação de 120 milhões de dólares, financiada pelo Banco Mundial, e tem como meta apoiar cerca de 15 mil empresas moçambicanas e contribuir para a criação de mais de 20 mil postos de trabalho.
Beatriz Freitas afirmou que outras entidades financiadoras e parceiros de desenvolvimento já manifestaram interesse em trabalhar com a Sociedade de Garantias de Moçambique na expansão do sistema.
Desde o início das operações, cerca de 630 empresas já beneficiaram do mecanismo, sem registo de incumprimentos que tenham obrigado a Sociedade de Garantias a executar qualquer garantia.
Apesar dos resultados alcançados, a maior parte das operações continua concentrada em Maputo, situação que a instituição pretende alterar através da expansão da actividade para outras províncias do País.
A Sociedade de Garantias está também a analisar a criação de uma linha específica destinada a apoiar empresas afectadas por eventos climáticos extremos, incluindo cheias e outras situações capazes de comprometer a continuidade dos negócios.
A responsável esclareceu ainda que o Fundo de Garantia Mútua não concede crédito directamente às empresas nem funciona como subsídio.
O empresário solicita financiamento junto de uma instituição bancária, que analisa o pedido e decide sobre a concessão do crédito. A Sociedade de Garantias intervém através da prestação de uma garantia, reduzindo parte do risco assumido pelo banco.
A instituição acredita que, numa fase mais avançada, o mecanismo poderá também contribuir para a redução das taxas de juro cobradas às empresas beneficiárias.
Para Beatriz Freitas, o primeiro objectivo continua a ser aumentar o número de empresas com acesso ao financiamento. À medida que o sistema amadurecer e ganhar maior confiança junto das instituições financeiras, a expectativa é que o custo do crédito possa igualmente diminuir.
A agricultura é apontada como uma das áreas com maior potencial para beneficiar do reforço das garantias, devido ao peso do sector na economia e à necessidade de ampliar o financiamento às empresas que operam nesta actividade.
A Sociedade de Garantias considera que o fortalecimento do mecanismo poderá contribuir para o crescimento das empresas, criação de emprego, expansão do investimento privado e melhoria do acesso ao financiamento em Moçambique.