A marcha realizou-se no sábado e juntou mulheres, homens e membros de diferentes comunidades preocupados com o aumento dos casos de feminicídio.
A mobilização ganhou força depois de o corpo de uma mulher de 38 anos ter sido encontrado há cerca de uma semana, elevando para nove o número de vítimas localizadas na região a leste de Joanesburgo.
Num dos locais onde um dos corpos foi encontrado, manifestantes deixaram flores e velas em memória das vítimas.
Homens também participaram na marcha e defenderam maior envolvimento masculino no combate à violência contra as mulheres.
“Dizemos a qualquer homem que pode estar abusando de uma mulher, verbalmente ou fisicamente: precisa receber ajuda o mais rápido possível”, afirmou o manifestante Chris Matebula.
Entre as participantes, houve também apelos para uma intervenção mais rápida das autoridades sul-africanas.
“O presidente tem de fazer algo. Do jeito que está esse sistema da África do Sul, nós estamos cansados”, afirmou Ashley Mabaso.
Outra manifestante, Thandokile Lukie, disse que os casos estão a aumentar o medo entre as jovens sul-africanas.
“O feminicídio no nosso país é preocupante e assustador também. É assustador para uma jovem mulher como eu”, declarou.
A mobilização contra a violência estendeu-se igualmente à Cidade do Cabo, onde mais de mil estudantes participaram numa vigília num campus universitário na noite de sexta-feira.
As autoridades sul-africanas consideram que os nove casos poderão estar relacionados, por terem ocorrido na mesma área. No entanto, ainda não foi confirmado se as mortes foram provocadas pelo mesmo autor.
Segundo dados das Nações Unidas citados na informação divulgada, uma em cada três mulheres na África do Sul sofre violência física ou sexual ao longo da vida.