O empresário alinhou-se com novos apelos para que as empresas tecnológicas avancem de forma mais cautelosa no desenvolvimento de modelos cada vez mais poderosos, enquanto são reforçados os mecanismos de segurança e supervisão.
Entre as principais preocupações estão a crescente autonomia dos sistemas, a dificuldade em compreender algumas decisões tomadas pelos modelos e o risco de as capacidades tecnológicas evoluírem mais rapidamente do que as regras destinadas a controlá-las.
Elon Musk já tinha defendido anteriormente uma pausa no desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial considerados mais avançados.
Em 2023, o empresário esteve entre os signatários de uma carta aberta que pedia uma suspensão temporária no treino de modelos mais poderosos do que os então disponíveis.
Na altura, os signatários alertaram para os riscos que sistemas muito avançados poderiam representar para a sociedade caso fossem desenvolvidos sem garantias suficientes de segurança.
O debate voltou a ganhar força com o aparecimento de novas gerações de inteligência artificial capazes de executar tarefas complexas com maior autonomia.
Investigadores e responsáveis de empresas tecnológicas têm defendido a criação de regras comuns, testes independentes e maior cooperação entre governos e empresas para acompanhar o avanço da tecnologia.
Apesar dos apelos por um abrandamento, a proposta não significa necessariamente uma interrupção total da investigação em inteligência artificial.
A principal preocupação está na velocidade com que os sistemas mais poderosos estão a ser desenvolvidos e disponibilizados, sem que existam ainda padrões globais de segurança considerados suficientemente robustos.
O posicionamento de Elon Musk reforça, assim, o debate sobre até que ponto a corrida pela inteligência artificial deve continuar a acelerar antes de existirem mecanismos capazes de garantir maior controlo humano sobre a tecnologia.