O convite foi feito no Rio de Janeiro, durante a abertura do Fórum Rio Petróleo e Gás 2026, organizado pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis.
Na sua intervenção, Chapo afirmou que Moçambique procura investimentos que vão além da simples extracção e exportação de gás e petróleo. O Governo pretende que os projectos também promovam transferência de tecnologia, formação de quadros e maior participação de empresas moçambicanas na cadeia de valor.
“Hoje, o desafio da nossa geração é acrescentar a essa ponte uma nova dimensão: energia, tecnologia, investimento e prosperidade para os nossos povos”, declarou o Presidente.
Chapo apresentou aos investidores brasileiros o potencial de gás natural de Moçambique, estimado em cerca de 180 biliões de pés cúbicos, dos quais aproximadamente 133 biliões são considerados recuperáveis.
O Chefe do Estado destacou ainda os grandes projectos da Bacia do Rovuma, entre os quais Coral Sul, Coral Norte, Mozambique LNG e Rovuma LNG, defendendo que estes investimentos devem contribuir para transformar a economia nacional e gerar mais valor dentro do País.
Segundo Chapo, o gás poderá ser utilizado não apenas para exportação, mas também para apoiar a indústria, agricultura, produção de fertilizantes e criação de emprego.
“Queremos transformar estes recursos em indústria, em conhecimento, em empresas, em empregos e oportunidades”, afirmou.
O Presidente defendeu igualmente uma maior participação das empresas moçambicanas nos projectos energéticos, através de parcerias com investidores estrangeiros, capacitação profissional e transferência de tecnologia.
Chapo referiu ainda a aproximação entre a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e a Petrobras como uma oportunidade para aprofundar a cooperação entre Moçambique e Brasil no sector energético.
O Governo está igualmente a preparar uma nova fase de oferta de áreas para pesquisa e exploração de hidrocarbonetos, apoiada por informação geológica e geofísica mais robusta e por um quadro regulatório modernizado.
Ao dirigir-se aos investidores brasileiros, Chapo defendeu parcerias de longo prazo que permitam transformar a riqueza energética de Moçambique em capacidade produtiva, conhecimento e oportunidades económicas para o País.