Segundo Chakil Aboobacar, alguns membros do partido tendem a esquecer que as funções que desempenham resultam também do apoio da estrutura partidária, alertando contra a apropriação individual de realizações que considera serem resultado do trabalho colectivo.
O dirigente defendeu que os quadros devem reconhecer o papel da FRELIMO no exercício das suas responsabilidades e evitar transformar funções públicas ou partidárias em instrumentos de promoção pessoal.
“Não pode ter medo, não pode ter receio de dizer que essas realizações são do Governo da FRELIMO. Ele sozinho não havia de fazer isso aqui. Está a fazer isso com o apoio da FRELIMO”, afirmou.
Para o Secretário-Geral, o poder exercido pelos dirigentes resulta igualmente da organização e das estruturas do partido, pelo que não deve ser apresentado apenas como consequência de mérito ou capacidade individual.
Chakil Aboobacar apelou, por isso, aos membros da FRELIMO para reforçarem o espírito de equipa, a unidade interna e a coesão partidária, colocando os interesses colectivos acima das questões pessoais.
“Vamos trabalhar juntos. Vamos trabalhar unidos. Vamos consolidar a força da FRELIMO. Vamos parar com individualismos, coisas pessoais, promoção individual. Não funciona”, declarou.
O dirigente acrescentou que devem ser tomadas as medidas consideradas necessárias para preservar a unidade e a coesão da organização, mesmo quando isso implique sacrifícios internos.
Chakil Aboobacar defendeu ainda que os interesses da organização partidária e da população devem ocupar uma posição central na actuação dos dirigentes.
O Secretário-Geral terminou a intervenção apelando particularmente aos dirigentes provinciais da FRELIMO para privilegiarem o trabalho em grupo e a colectividade, em detrimento de protagonismos individuais.