Segundo a corporação, entre as principais infracções detectadas estão a condução sem capacete de protecção, ausência de colete, excesso de lotação, falta de documentos e circulação de motorizadas sem matrícula.
Em alguns casos, a polícia encontrou três a cinco pessoas transportadas numa única motorizada, apesar de estes veículos estarem preparados para transportar apenas duas pessoas.
A operação surge numa altura em que os acidentes envolvendo moto-táxis constituem uma das principais causas de procura de assistência médica no Hospital Central da Beira.
Segundo as autoridades, o elevado número de acidentes tem contribuído para a sobrelotação dos serviços de ortopedia daquela unidade sanitária.
A Polícia de Trânsito manifesta preocupação com o número de vítimas resultantes de acidentes envolvendo moto-taxistas e considera que parte do problema está relacionada com a falta de formação dos condutores.
A corporação refere que muitos moto-taxistas não frequentaram escolas de condução e desconhecem regras básicas de trânsito, situação que aumenta o risco de acidentes nas estradas.
Para além das apreensões, a operação incluiu uma componente de sensibilização.
A polícia distribuiu simbolicamente equipamentos de protecção a alguns condutores que cumpriam as regras, numa acção destinada a reforçar a mensagem de que a segurança rodoviária depende tanto dos condutores como dos passageiros.
As autoridades avisam que as operações de fiscalização vão continuar e deverão ser reforçadas nos próximos meses.
A Polícia de Trânsito assegura que o objectivo não é apenas retirar motorizadas irregulares de circulação, mas sobretudo reduzir os acidentes e salvar vidas nas estradas da cidade da Beira.