Município de Maputo Admite Falhas na Recolha de Lixo

O Conselho Municipal de Maputo admite que consegue recolher apenas cerca de 60% do lixo produzido diariamente na capital, deixando uma parte significativa dos resíduos por recolher.
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O Conselho Municipal de Maputo admite que consegue recolher apenas cerca de 60% do lixo produzido diariamente na capital, deixando uma parte significativa dos resíduos por recolher.
Segundo dados apresentados pelo vereador de Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe, a cidade produz actualmente cerca de 1.366 toneladas de lixo por dia.
“Estamos a recolher 60%. O resto está nas valas, nas bermas e no mar”, afirmou Munguambe.
As declarações foram feitas durante uma campanha de limpeza realizada na Praia da Costa do Sol, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Limpeza, que mobilizou mais de 500 voluntários.
O vereador reconheceu que a gestão dos resíduos continua a ser um dos principais desafios de salubridade na cidade de Maputo e defendeu que a solução não pode depender apenas das acções do município.
Para reduzir o défice na recolha, o Conselho Municipal anunciou a distribuição de 100 novos contentores nos bairros com maior acumulação de resíduos.
Do total, 80 são contentores plásticos com capacidade de 1.100 litros e 20 são metálicos, com capacidade de seis metros cúbicos.
O município prevê também reforçar a frota com mais cinco camiões e continuar a apoiar as 45 micro-empresas responsáveis pela recolha primária de resíduos.
Munguambe defendeu ainda maior participação dos cidadãos na limpeza da cidade, sublinhando que o problema exige uma responsabilidade colectiva e permanente.
Entre os projectos apontados para melhorar a gestão do lixo está a construção do Aterro Sanitário de KaTembe, que deverá contar com sistemas de triagem, reciclagem e captação de gás para produção de energia.
O plano prevê também o encerramento progressivo da lixeira de Hulene e a sua futura reabilitação.
Durante a campanha realizada na Costa do Sol foram recolhidas 3,5 toneladas de resíduos, das quais 1,2 toneladas eram de plástico.
As autoridades defendem que, para além do reforço dos meios de recolha, será necessária uma mudança de comportamento dos cidadãos para reduzir a quantidade de lixo acumulado nas ruas, valas e zonas costeiras.
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