A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros e pretende criar condições para a mobilização de recursos adicionais necessários à conclusão do empreendimento.
A Central Térmica de Temane foi projectada para produzir 450 megawatts de electricidade a partir de gás natural, reforçando a capacidade de geração de energia em Moçambique.
O projecto deveria ter entrado em funcionamento em 2024, mas o prazo foi sucessivamente adiado para 2025 e, posteriormente, para Fevereiro de 2026.
Nenhuma destas metas foi cumprida.
As obras foram afectadas por vários constrangimentos, incluindo danos provocados pelos ciclones Freddy e Filipo, que causaram inundações no estaleiro e dificultaram a logística.
O projecto enfrentou também um impasse contratual entre a Central Térmica de Temane e a empresa espanhola TSK, responsável pela construção, levando à interrupção dos trabalhos quando a execução física rondava 80%.
Posteriormente, foi contratada a empresa turca ENKA para concluir o empreendimento.
Outro dos problemas está relacionado com a destruição de duas turbinas durante a passagem de um ciclone. A substituição dos equipamentos exige a fabricação de novas unidades pela Siemens, na Alemanha.
Segundo informações avançadas pelo Governo, o fabrico das novas turbinas poderá levar cerca de dois anos, aumentando a pressão sobre o calendário do projecto.
A conclusão da central é também importante para a Linha de Transporte Temane-Maputo, com 563 quilómetros, concebida para transportar energia produzida no sul do país.
Apesar da aprovação do pacote de resgate, ainda não foi anunciada uma nova data definitiva para a conclusão e entrada em funcionamento da Central Térmica de Temane.