A posição surge num momento em que continua o debate em torno do papel dos dirigentes do PODEMOS no período que se seguiu às eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, quando Venâncio Mondlane era apoiado politicamente por aquele partido.
Segundo informações avançadas por fontes judiciais citadas pela imprensa, existem dúvidas sobre a opção do Ministério Público de manter Forquilha como testemunha no processo. Os críticos dessa decisão entendem que os indícios relacionados com os protestos justificariam uma avaliação diferente da sua posição processual.
Albino Forquilha já confirmou que deverá comparecer perante a Justiça na qualidade de declarante, afirmando que pretende relatar apenas os factos de que tem conhecimento e colaborar com o tribunal.
O processo tem Venâncio Mondlane como principal arguido e inclui elementos de prova digital recolhidos junto de várias instituições. Entre as entidades e individualidades arroladas no processo encontram-se o próprio Forquilha, dirigentes do PODEMOS, a Polícia da República de Moçambique, o Fundo de Estradas e a Rede Viária de Moçambique.
Mondlane responde a acusações relacionadas com as manifestações pós-eleitorais, incluindo alegações de apologia pública ao crime, incitamento à desobediência colectiva e instigação ao terrorismo. A apreciação das provas e a determinação das responsabilidades caberão às instâncias judiciais competentes.
O debate em torno de Albino Forquilha não significa, até ao momento, que exista uma decisão judicial para o constituir arguido. Trata-se de uma posição atribuída a fontes e especialistas ligados ao sector judicial, enquanto o processo continua a seguir os seus trâmites.