FACIM 2026 Termina com Governo a Pedir Investimentos Concretos

A 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) terminou com o Governo a defender que as parcerias e contactos estabelecidos durante o evento devem agora transformar-se em contratos, investimentos, fábricas e novos postos de trabalho.
No discurso de encerramento, realizado em Ricatla, no distrito de Marracuene, a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, afirmou que os negócios iniciados durante a feira não devem terminar com o fecho dos pavilhões.
“Uma feira termina, mas os negócios não podem terminar com o encerramento dos pavilhões”, afirmou a governante.
Segundo Benvinda Levi, os contactos realizados entre empresários, investidores e instituições devem produzir resultados concretos para a economia nacional.
“Os contactos realizados aqui em Ricatla devem materializar-se em contratos; os contratos devem transformar-se em investimentos; os investimentos devem transformar-se em fábricas, unidades de processamento, explorações agrícolas, serviços, tecnologias e infra-estruturas”, defendeu.
A Primeira-Ministra considera que um dos principais resultados da FACIM 2026 foi o estabelecimento de intenções de parceria e investimento entre empresas nacionais e estrangeiras.
Para o Governo, a concretização destes compromissos poderá contribuir para aumentar a produção nacional, criar emprego, estimular a industrialização e reforçar as exportações de Moçambique, que ultrapassaram os 7,5 mil milhões de dólares em 2025.
Benvinda Levi destacou ainda o papel da FACIM na aproximação entre produtores, compradores e investidores, permitindo a identificação de novas oportunidades de negócio em sectores como agricultura, logística, tecnologia, indústria e serviços financeiros.
A governante chamou igualmente atenção para a necessidade de apoiar as micro, pequenas e médias empresas a produzirem em maior escala e a entrarem nas principais cadeias de valor.
“Precisamos de aumentar a escala, melhorar a produtividade, garantir qualidade e regularidade do abastecimento dos mercados interno e externo, bem como reduzir custos, facilitar o acesso aos mercados e integrar melhor os pequenos produtores nas cadeias de valor”, afirmou.
Outro desafio apontado pelo Governo é a transformação local das matérias-primas, reduzindo a dependência da exportação de produtos sem processamento.
“Não podemos continuar a depender excessivamente da exportação de matérias-primas sem transformação”, alertou a Primeira-Ministra.
A FACIM 2026 decorreu entre 31 de Agosto e 5 de Setembro, em Ricatla, e reuniu cerca de 2.300 expositores nacionais, 600 empresas estrangeiras, representantes de 29 países e aproximadamente 55 mil visitantes.
A edição deste ano decorreu sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável e Industrializada”, tendo o Brasil como país convidado de honra.








