EUA apertam controlo e podem revogar vistos por crimes, violações migratórias e contactos com a polícia
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O Departamento de Estado dos EUA disse ter revogado mais de 175 mil vistos durante o governo de Donald Trump, numa operação centrada sobretudo em estrangeiros com contactos com a polícia, crimes ou violações das regras migratórias. A medida mostra como Washington está a apertar o controlo sobre vistos e o que pode levar um estrangeiro a perder a autorização para entrar ou permanecer no país.
Segundo o comunicado divulgado a 10 de agosto, a maioria das revogações aconteceu depois de “encontros com a polícia”, sobretudo por agressão, condução sob efeito de álcool ou drogas, roubo e crimes ligados a drogas. O Departamento de Estado também disse que retirou vistos a pessoas acusadas de estupro e agressão sexual, sequestro e tráfico de pessoas, e posse de material de abuso sexual infantil.
Em linguagem simples, revogação de visto é quando o governo retira uma autorização que já tinha sido concedida. Isso aplica-se sobretudo a vistos de não imigrante, ou seja, vistos para estadias temporárias, como turismo, negócios ou trabalho por período limitado.
O governo norte-americano afirmou ainda ter revogado vistos a pessoas que celebraram o assassinato do activista conservador Charlie Kirk, incluindo uma que disse que ele “morreu tarde demais”. O número divulgado ajuda a medir a escala da pressão migratória aplicada pelos EUA e o tipo de comportamento que Washington diz estar a usar como critério para retirar vistos.
A 31 de julho, o Departamento de Estado tornou permanente um programa-piloto de caução para vistos dirigido a cidadãos de 50 países, sobretudo africanos. Nesse programa, alguns candidatos a vistos B1 e B2 — negócios e turismo — podem ser obrigados a pagar uma caução de até US$ 20 mil, uma garantia financeira usada para assegurar que a pessoa abandona os EUA dentro do prazo autorizado.
O Brasil não está incluído na lista. Entre os países abrangidos estão Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, além de outros países da África, Ásia, América Latina e Pacífico.
A ideia central é esta: os EUA estão a usar duas ferramentas ao mesmo tempo — revogação de vistos e caução — para controlar com mais rigor quem entra e quem pode ficar. Para quem quer viajar ou imigrar, isso significa mais escrutínio, sobretudo se houver historial criminal, problemas migratórios ou risco de permanência irregular.
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