Amazon quer levar o Prime Air a quase 500 cidades nos EUA até ao fim de 2026

A Amazon quer levar o Prime Air a quase 500 cidades e localidades nos Estados Unidos até ao fim de 2026, numa expansão que multiplicaria por seis a cobertura actual do serviço de entregas por drones. Para o cliente, isso não significa que tudo passe a chegar por drone: a aposta continua limitada a encomendas elegíveis, mas com tempos anunciados de até 30 minutos.
Hoje, o Prime Air funciona a partir de 11 centros operacionais e está concentrado em cerca de uma dúzia de áreas metropolitanas. Se o plano avançar como a Amazon prevê, o serviço deixará de ser uma operação muito localizada para passar a cobrir muito mais mercados nos EUA.
O ponto-chave é este: a empresa não quer usar drones para todas as encomendas, mas para uma fatia restrita das compras mais pequenas e urgentes. O serviço aplica-se apenas a itens que cumpram os limites de peso e dimensão definidos pela Amazon.
Segundo a empresa, os drones podem transportar encomendas de até 2,3 kg, desde que caibam numa caixa do tamanho de uma caixa de sapatos grande. A Amazon diz também que mais de 60% dos artigos comprados com frequência pelos clientes entram nessas condições.
Em termos práticos, isso significa que, nas zonas onde o Prime Air estiver activo, certos pedidos poderão ser entregues por drone em cerca de 30 minutos. A própria Amazon indica, porém, que a maioria das encomendas chega em cerca de 60 minutos, o que ajuda a calibrar a promessa de rapidez.
O serviço tem preços diferentes consoante o cliente e o valor da compra. Para assinantes Prime, a entrega é gratuita em encomendas a partir de US$ 50; abaixo desse valor, custa US$ 2,99. Para quem não é assinante, a taxa sobe para US$ 4,99.
A expansão também depende do enquadramento regulatório da FAA, a Administração Federal de Aviação dos EUA, que supervisiona operações aéreas no país. A Amazon opera o Prime Air sob certificação Part 135, um regime usado para certas operações de transporte aéreo, incluindo entregas por drone.
É aí que está a dimensão da notícia: a Amazon está a testar até onde pode levar um modelo de entrega rápida por drones dentro dos limites técnicos e regulatórios actuais. O que mudar para o cliente depende de duas coisas muito concretas: a cidade onde vive e se o produto comprado é elegível para este serviço.
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