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Organização de Direitos Humanos Exige Respostas sobre Dois Jornalistas Desaparecidos

há 1h 2 min
Organização de Direitos Humanos Exige Respostas sobre Dois Jornalistas Desaparecidos

A Rede Moçambicana de Defensores de Direitos Humanos (RMDDH) exigiu respostas das autoridades sobre o paradeiro dos jornalistas Ibraimo Mbaruco e Arlindo Chissale, desaparecidos em momentos distintos na província de Cabo Delgado.

Num comunicado divulgado por ocasião do Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, assinalado a 30 de Agosto, a organização manifestou preocupação com a ausência de esclarecimentos sobre os dois casos e defendeu investigações independentes, imparciais e transparentes.

Ibraimo Mbaruco, jornalista e locutor da Rádio Comunitária de Palma, desapareceu a 7 de Abril de 2020. Segundo a RMDDH, antes de desaparecer, o jornalista comunicou a um colega que estava “cercado com militares”.

Desde então, a família permanece sem informações sobre o seu paradeiro. Em Agosto de 2024, a Procuradoria-Geral da República arquivou o processo, decisão que foi criticada por organizações da sociedade civil e de defesa dos direitos humanos.

O segundo caso envolve Arlindo Chissale, jornalista e editor do portal Pinnacle News, desaparecido a 7 de Janeiro de 2025. De acordo com a RMDDH, testemunhas indicaram que Chissale terá sido retirado de um transporte por homens, alguns dos quais trajavam uniformes militares, e levado numa viatura.

Em Abril de 2025, o Procurador-Geral da República, Américo Letela, anunciou a abertura de um processo para investigar o desaparecimento de Chissale. O seu paradeiro continua, contudo, desconhecido.

Para a RMDDH, é preocupante que as famílias dos dois jornalistas continuem sem respostas sobre o que aconteceu.

“O exercício do jornalismo não pode constituir motivo para perseguição, intimidação, violência ou desaparecimento”, defendeu a organização, acrescentando que qualquer suspeita de envolvimento de agentes das forças de defesa e segurança deve ser investigada com independência, transparência e rigor.

A organização terminou o comunicado reiterando a exigência de esclarecimentos: “Enquanto não houver respostas, continuaremos a perguntar: onde estão Ibraimo Mbaruco e Arlindo Chissale?”