A intenção foi avançada pela directora dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, que explicou que o território pretende continuar a expandir a sua promoção para novos mercados, incluindo Europa, Estados Unidos, países de maioria muçulmana e nações de língua portuguesa e espanhola.
“Continuamos a aprofundar a nossa presença nos mercados do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, ao mesmo tempo que expandimos o nosso alcance para as regiões de língua portuguesa e espanhola”, afirmou.
Segundo a responsável, Macau está igualmente a trabalhar com centros culturais chineses e representações turísticas no estrangeiro para promover as suas atracções culturais e turísticas.
A estratégia faz parte do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico de Macau, referente ao período 2026-2030, que prevê o reforço da captação de visitantes internacionais.
Macau recebeu 40,7 milhões de visitantes em 2025, um crescimento de 14,7% em relação ao ano anterior. Deste total, 2,76 milhões foram turistas internacionais, representando um aumento de 13,7%.
Na primeira metade de 2026, o território recebeu 1,42 milhões de visitantes internacionais, mais 6% em comparação com igual período do ano passado.
Para as autoridades, os números demonstram uma recuperação gradual do mercado turístico e uma melhoria da capacidade de Macau para atrair visitantes de diferentes regiões do mundo.
A China tem procurado posicionar Macau como uma plataforma de ligação económica e comercial com os países de língua portuguesa desde 2003. Nos últimos anos, o território passou também a reforçar a aproximação aos mercados de língua espanhola.
A aposta nos países lusófonos poderá abrir novas oportunidades para aumentar o fluxo de visitantes provenientes de mercados como Moçambique, Angola, Portugal, Brasil e Cabo Verde, entre outros países de língua portuguesa.